O AMANTE JAPONÊS

9.11.16
Comecei a ler esse livro como quem ler por obrigação, por não ter nada melhor para fazer ou qualquer outra coisa, mas acreditem, não comecei a ler porque de fato me interessei ou por diversão, abandonei uma vez e percebi que se tinha começado, também tinha que terminar, e então terminei.





Uma paixão secreta que perdurou por quase setenta anos. Em 1939, ano da ocupação da Polônia pelos nazistas, Alma Mendel, de oito anos, é enviada pelos pais para viver em segurança com os tios em São Francisco. Lá, ela conhece Ichimei Fukuda, filho do jardineiro japonês da família. Despercebido por todos ao redor, um caso de amor começa a florescer. Depois do ataque a Pearl Harbor, no entanto, os dois são cruelmente separados. Décadas depois, presentes e cartas misteriosos são descobertos trazendo à tona uma paixão secreta que perdurou por quase setenta anos. Varrendo através do tempo e abrangendo diferentes gerações e continentes, 'O amante japonês' explora questões de identidade, abandono, redenção, e o impacto incognoscível do destino em nossas vidas.
Toda a narração do livro acontece em terceira pessoa, e eu não sei vocês, mas eu adoro isso, da mesma forma como adoro ler em voz alta quando estou sozinha. Desde o começo do livro a gente nota a peculiaridade que é a escrita da Isabel, é leve e ao mesmo tempo resignada, seu foco principal é a Alma, uma idosa que mora a três anos na Lark House, uma "casa de repouso" para idosos, e lá ela conhece a Irina, uma jovem que já passou por episódios traumatizantes e agora é enfermeira.
Depois que a Irina conhece Seth, neto de Alma, eles começam uma amizade e no meio da amizade reparam que a senhorinha recebe cartas misteriosas e presentes religiosamente todas as semanas, é aí que descobrem sobre o relacionamento secreto que durou quase setenta anos, uma história de amor interrompida muitas vezes, ora pela distância, ora por um casamento, ora pelo medo, mas que resistiu e quebrou todas as barreiras.
Com esse livro nós visitamos várias épocas, conhecemos várias pessoas, lemos várias histórias ao mesmo tempo, e eu particularmente, como já é de costume, cai em uma reflexão profunda sobre morte e felicidade, cheguei a conclusão que elas são parentes, entre si e de nós mesmos, o que cai como uma luva ao mês em que as pessoas mais fazem aniversários na minha família.

22 de outubro de 2002
Ontem, Alma, quando por fim pudemos nos encontrar para comemorar nossos aniversários, notei seu mau humor. Você disse que de repente, sem saber como, alcançamos os setenta. Teme que o corpo falhe conosco, e também isso a que chama de feiura da velhice, embora você seja mais bonita hoje do que aos vinte e três. Não estamos velhos por termos completado setenta anos. Começamos a envelhecer no momento em que nascemos, mudamos a cada dia, a vida é um contínuo fluir. Evoluímos. A única diferença é que agora estamos um pouco mais perto da morte. E o que tem isso de ruim? O amor e a amizade não envelhecem.
Ichi.

É isso que a Isabel Allende faz: ela explorar o ser humano, os seus medos e anseios, os dilemas, as singularidades de cada um, suas redenções e medos, a persistência,  e ela faz isso com leveza! 
O bom de ler O Amante Japonês é que você tem um romance que te prenda e ao mesmo tempo uma aula de história, e olha, eu que tive a melhor professora de história, sei reconhecer uma boa aula quando me deparo com uma!
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ISBN 9788528620276 Editora Bertrand Páginas 294
CAPA 1,0 DIAGRAMAÇÃO 1,0 REVISÃO 1,0 CONTEÚDO 1,0 GOSTO PESSOAL 1,0 TOTAL 5,0

O Amante Japonês na Saraiva
5 comentários on "O AMANTE JAPONÊS"
  1. Oi Nat, tudo bem?

    Eu não conhecia o livro, mas pela sinopse e capa compraria-o e posteriormente o leria. Parece ser a história que nos envolve e acaba realmente nos ensinando muito sobre a vida, sobre os amores e sobre perdas. Fiquei curiosa para saber o que acontecia nesse amor proíbido e como mantiveram isto por tanto tempo. Parece ser uma leitura fantástica, adorei a dica!

    Beijos!

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  2. Hey, Nat!

    A sinopse não chamou minha atenção, porém compraria o livro pela capa, por ser bastante misteriosa. No decorrer da sua resenha me identifiquei em alguns pontos, em outros nem tanto.
    Amei as fotos e acho que sim, leria o livro, mesmo a sinopse não despertando meu interesse!
    Beijoss Bella Martins

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  3. Olá! É chato ler por se sentir obrigada. Também gosto de terminar o que começo, as já abandorei alguns livros depois de tentar muitas vezes. Que bom que a escrita da Isabel é é leve e ao mesmo tempo resignada e que ela explorar o ser humano. E que bom que visitamos várias épocas, conhecemos várias pessoas que tem várias histórias e ainda reflexão. Que bom que você conseguiu terminar o livro que bom que encontrou um romance que prende. Beijos'

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  4. Oi Nátalia, tudo bem? :)

    Eu confesso que não conhecia o livro e talvez, s eo visse por ai, não ficaria realmente curiosa a respeito dele... o que acaba de mudar depois dessa sua resenha *_*
    Uma história de amor como essa que atravessa tempos e problemas com certeza me encantaria e modo como falou da escrita da autora certamente foi algo a mais pra me interessar ao livro O Amante Japonês! Sempre fico com o coração apertado lendo essas histórias de amor proibido assim e sinto que essa teria esse efeito em mim! ;)

    Beijos! ;*

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  5. Olá!!!
    Não conhecia a autora e também não conhecia o livro, mas confesso que em chamou a atenção por falar de amor que mesmo com todas as barreiras conseguiu sobreviver, eu adoro isso. Já esta anotado. Ah, ru também gosto de livros escritos em 3º pessoa


    Beijos!

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