9.2.17

O MENDIGO

O Mendigo é uma daquelas histórias para colocar a mão na consciência e refletir sobre o que estamos fazendo da nossa vida, ao mesmo tempo em que faz isso, o autor tenta nos mostrar que a felicidade também pode estar nas coisas pequenas e inesperadas.

Quando tudo que se precisa é uma boa conversa, a amizade com uma pessoa vai além da classe social ou da cor da pele. Thomas Martins é um morador de rua, mais conhecido como mendigo para todos que por acaso o enxergam quando tiram os olhos dos próprios problemas. Edison Rocha é uma pessoa que para todos os padrões tem tudo menos aquilo necessário para ser feliz.
Quando um acontecimento faz com que esses dois se encontrem, a simplicidade de Thomas faz com que a vida de Edison mude de uma forma que ele não esperava.
Dentre tantos acontecimentos, essa história narra uma lição de vida para todos. Respeito aos mais velhos. Preconceito sem justificativa. A luta pelo que te faz feliz. E que nem sempre é o dinheiro ou os bens que se tem que definem a felicidade e sim, as pessoas que estão a sua volta e te fazem bem. Afinal, uma amizade sincera vale mais do que qualquer bem material, porque a amizade e a sinceridade são duas jóias preciosas e raras.
Começamos esse livro sentados a uma mesa de bar, quando vemos um morador de rua passando na frente e aí o chamamos p'ra nos mostrar o que ele achou por aí, e ele aceita mostrar de muito bom grado, são três objetos, uma caixa que tem formato de estrela depois de aberta, um conjunto de talheres e algumas bolinhas, não nessa ordem e também não tenho certeza sobre as bolinhas. A partir daí somos levamos a um acontecimento divisor de fatores nessa história: uma feliz coincidência em que senão fosse por Thomas, eu nem sei o que teria acontecido ao Edison, sozinho no meio de um temporal, atrasado e já tendo enfrentado todo um dia de azar, além disso tudo, com o pé machucado.
Depois dessa coincidência citada a cima, eles passam algum tempo sem se encontrar e quando isso acontece, é em uma situação inusitada e embaraçosa, porque tentam expulsar o Thomas da padaria por ele ser morador de rua, o Edison defende ele e aí o Thomas fala umas palavras bonitas, todo mundo vai embora e fica tudo bem. Os dois começam a conversar e vão para um lugar muito importante na vida do Thomas, que tem relação com a família dele e também conta pro Edison sobre os fatores que fizeram ele se tornar morador de rua.
Sabe aquela velha história sobre livros curtos com coisas acontecendo de uma hora para outra sem o menor "respiro"? Acho que é isso é o carma da minha vida. Sim, acontece aqui de novo, portanto, não, eu não estou só jogando os acontecimentos do livro. Ok, eles se tornaram amigos, né? Em uma noite insônia, Edison fica preocupado porque faz tempo que não encontra o amigo pelas ruas e recebe uma ligação de um número desconhecido, que na verdade é o Thomas, pedindo alguns cobertores e comidas para poder distribuir p'ra alguns outros moradores de rua, ele vai, ajuda e volta para casa no outro dia de manhã. Válido lembrar que em cada um desses encontros o Thomas meio que dá uma lição de moral, sabe? Ele abre os olhos do Edison para algumas coisas.
O Edison pede a namorada dele em casamento — ela aparece tão pouco que eu nem me lembro do nome dela — e pede para que o Thomas substitua o pai dele na igreja, mas aí de um dia para o outro o Thomas some e vira um rebuliço, que o Edison chama até investigador, acreditam? Mas no casamento ocorre tudo bem, calma gente!!! É depois que o bicho pega... Parei por aqui, pois eu já ia soltar o spoiler do final do livro.
Gente, é um livro que tem tudo para ser fantabuloso, daqueles que te pesam a mão na consciência, sabe? Mas não é bem assim aqui, e não digo isso por implicância com o fato do livro ser curto, porque quando o livro é curto, mas é bem escrito e as pontas são amarradas no tempo certo é ok, mas quando não é, não é né?! Tive aquele probleminha de as coisas acontecerem rápido demais e parecer que estavam só sendo colocadas ali sem nenhuma ligação ou motivação forte. Também tive problemas com a personagem do Thomas, o bom samaritanismo dele não me convenceu totalmente, e não estou falando que ele é uma má pessoa ou um enganador, estou falando que não fiquei totalmente convencida, porque ele é só qualidades gente.
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SOBRE A EDIÇÃO: A capa do livro é até bonita, mas acho que se o selo da editora estivesse em baixo e não lá no topo e se o nome do escritor estivesse em uma posição diferente, ia ser bem mais legal, porque assim, na minha opinião, tá chamando mais atenção para o resto do que para o título. Quanto a revisão, ela é boa, mas eu tive a impressão de que se o livro tivesse passado pelas mãos de um editor — é diferente de revisor viu! — o livro ficaria muito melhor nesse quesito. Eu gostei muito da diagramação, ela é bem tranquila e as páginas tem todo um projeto gráfico com aquelas folhas outonais, é o segundo livro que eu leio que tem esse detalhe e eu acho muito bonito.
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ISBN 978-85-92861-90-2 EDITORA Sehkmet PÁGINAS 96
CAPA 0,7 REVISÃO 0,7 DIAGRAMAÇÃO 1,0 CONTEÚDO 0,7 GOSTO PESSOAL 0,3 TOTAL 3,4

O Mendigo na Editora Sehkmet

*O livro foi gentilmente cedido pela editora e até a data dessa postagem, 09 de Fevereiro de 2017, ainda estava em pré-venda (não encontrei nenhuma informação dizendo o contrário.)

2 comentários :

  1. Adorei o enredo do livro, não é muito o estilo que leio, mas fiquei curiosa quanto à leitura. Tive vontade de saber qual era o spoiler, rs, espero ler em breve. Concordo na parte sobre a capa, realmente não chama muito a atenção para o título.

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  2. Gosto de livro que faz a gente refletir sobre nossa atitudes e saber que esse livro trás isso consigo
    me deixa ainda mais curiosa de ler. Apesar de não ser gênero auto*ajuda, e como ajudasse a gente repensar as coisas. Um livro inspirador e com certeza quero esta lendo em breve e conhecer ainda mais sobre a vida de um morador de rua

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