TÁBULA RASA | PRIMEIRAS IMPRESSÕES

17.2.17
Me conta, qual seria a sua reação ao acordar em uma sala de hospital, sem saber nada sobre a sua vida, e descobrir que passou um bom tempo exposto a radiação depois que o mundo acabou?

A história começa com um moço apanhando, na verdade não apanhando, mas sabe quando fica sem ar e toda vez que você tenta respirar, parece que está levando um soco no estômago? É exatamente isso que acontece aqui, com o adendo de que nossa personagem está com um respirador de mergulho que aparentemente não funciona. Ele tenta tirar o respirador e a coisa só piora: ele está dentro de um cilindro cheio de água, ou seja, vai morrer afogado!!! Nessa situação o moço faz exatamente o que eu faria, começa a se debater até a portinha do negócio abrir, e por incrível que pareça, ela abre.
No segundo capítulo descobrimos o nome da nossa personagem, coisa que não irei contar, porque acredito que faz parte da imersão no livro, principalmente se você  não costuma ler sinopse. Depois de sair do cilindro d'água, ele é encaminhado a um quarto, como aqueles de hospital, a única decoração aqui é a maca, a luz de emergência, a câmera de vigilância e  um par de botas com meias dentro que observa nossa personagem enquanto ela apalpa as paredes tentando descobrir o que está acontecendo. E de novo, tem uma porta né? Dessa vez ela deixar o Capitão Cooper e, a diretora do lugar, Elizabeth, entrarem no quarto juntamente com o Dr. William Rogers.
No terceiro e no quarto capítulo, nossa personagem começa a aceitar que ou ela fica ali e se enturma, ou ela vai morrer, aí ela começa a querer saber mais sobre a organização do lugar e a descobrir o que é ali. Caso você também queira saber, o nome é Cofre, uma instalação subterrânea, na verdade, um abrigo nuclear criado antes da guerra, para prevenir coisas como... a guerra.
Nesse abrigo estão os últimos sobreviventes da raça humana, eles são divididos em vários setores e esses setores são identificados pelas cores das camisetas, por exemplo, o pessoal da horta usa laranjado, os militares usam verde e assim sucessivamente.
No quinto, e último capítulo da minha degustação eu sou bem gourmet, é quando finalmente o moço recebe o resultado de alguns exames e pode ser apresentado ao resto dos moradores do Cofre.
Os capítulos são leves e curtos e super envolventes, é um livro que da vontade de devorar todo de uma vez. Eu confesso que o título e a capa me fizeram pensar em algo totalmente diferente, eu achava que era uma fantasia distópica ou uma coisa mais histórica, e até aqui não foi nada disso, então, me surpreendeu de certa forma.
Eu não conhecia absolutamente nada do Laplace e achei a escrita dele muito gostosinha, sabe? Tábula Rasa é definitivamente um dos livros mais bem escritos que eu ali nesse ano, até agora.


3 comentários on "TÁBULA RASA | PRIMEIRAS IMPRESSÕES"
  1. Esse livro tá no gênero distopia?
    Sinceramente me passou bastante isso, principalmente essa coisa de discuta recurso.
    No qual distopia cita bastante disso. Enfim, por esse motivo eu gostei bastante, gosto dessa
    coisa de"humanidade daqui uns anos" sabe. Porque é algo no livro que daqui alguns anos podera
    ser a nossa realidade

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