23.5.17

AS COISAS QUE APRENDI DEPOIS QUE MORRI

Quero começar essa resenha pedindo desculpas pela qualidade das fotos, normalmente eu não postaria uma resenha com fotos tão ruins, mas ela já estava atrasada e só tive tempo de fotografar depois que cheguei da faculdade, no começo de uma chuva. Perdão! Também quero começar dizendo que esse é um livro que deveria ser lido por todo mundo, pelos jovens e pelos não tão jovens, pela minha geração e todas as outras, porque ele fala sobre uma coisa que todo mundo deveria ter: prioridades, e também queria dizer que o mundo precisa desse livro, mas isso você vai entender com o decorrer da postagem.
Pense na sua vida. Pense em quem você é. Pense em todos aqueles que você conhece e ama. Pense no que você já viveu e ainda quer viver, e em todos os bons momentos. Pense sobre tudo isso. E agora… destrua.
A Terceira Guerra Mundial extinguiu o mundo que conhecemos atualmente. Não há mais governos, dinheiro, eletricidade ou cidades como as que conhecíamos. A humanidade foi praticamente dizimada e, em meio a bombas nucleares e armas biológicas, a Nova Era se instalou e substituiu, sem volta, nossa realidade.
Perdidos e separados pelos eventos catastróficos, Mariana e Bernardo costumavam viver uma vida normal antes do apocalipse. Eram jovens que viviam na maior região metropolitana do Brasil, São Paulo, e nunca imaginariam que suas vidas seriam viradas de cabeça para baixo tão rapidamente. No começo da guerra, Mariana e sua família vão para o interior, enquanto Bernardo permanece com sua família na capital.  Entretanto, o Brasil é desolado e exterminado por pequenos bombardeios e armas biológicas, enquanto o mundo perde o último fio de compaixão e as nações se destroem completamente.
Agora, após a guerra, Mariana precisa voltar para Bernardo, precisa voltar para a capital, mesmo que não haja mais capital alguma. Por outro lado, Bernardo descobre-se infectado pela arma biológica e é levado para longe do ponto de encontro. Os dois precisam se reencontrar. Precisam resgatar o mínimo de sanidade possível. Precisam ter algum resquício do que era a vida antes de tudo. Afinal de contas, depois de tantas perdas, os dois só podem confiar que, um dia, irão se reencontrar no ponto marcado – a antiga escola de Mariana.
Acompanhados do leitor, os dois buscam ensinar tudo o que aprenderam com a guerra e tudo o que aprenderam depois que tudo morreu. Toda a sua vida precisa ser revista. Você aproveitou tudo mesmo? Quem você realmente é? Tem certeza de suas respostas? Pense na sua vida. E pense novamente. E de novo. E agora destrua. Seja bem-vindo à Nova Era; à morte.
ACQADQM se passa num cenário pós guerra, e ok, estamos cansados de ler distopias com guerras e todo esse blábláblá de sempre, mas tem um porém: esse livro acontece em São Paulo e é interativo, mas como isso? Você é um personagem aqui, um dos personagens principais diga-se de passagem. Você está no meio da guerra. Você está aprendendo a sobreviver. Você está lutando para que Mariana e Bernardo sobrevivam também. A mensagem por trás dessa história é tão chocante, tão simples, mas tão grande e tão profunda que nossa, quase choro só de lembrar! 
De início somos apresentados a Mariana, uma menina que está fugindo, de novo... também descobrimos como o Brasil parou no meio da terceira guerra mundial. Conhecemos um pouco de Mariana agora e um pouco da vida dela no passado, ela nos conta que está procurando alguém. Depois conhecemos Bernardo, um menino que já fugiu e agora está numa escola abandonada, esperando por alguém que ele não sabe se vem, por alguém que ele não sabe se está vivo, nem se ele mesmo vai estar vivo quando ela chegar.
Mariana foi criada pela tia, desde que em um jantar de Natal descobriram o pai abusava dela. Ela venceu seus medos, venceu o bullying e aprendeu a ser forte. Ela ainda se incomoda quando as pessoas viam apenas o seu corpo, depois que ela emagreceu. Mas Bernardo não era assim, ele via Mariana por inteiro. Ele meio que se criou e criou o irmão, meio que não teve pais direito, porque eles viviam em pé de guerra e tinham um relacionamento com traições por vingança. Daí você já tira como foi a adolescência dele e a infância do irmão.
Desde o momento que comecei a ler esse livro isso, tive a certeza que ele não era só uma distopia com um pouquinhozinho de romance, eu soube que ele era mais isso. Ele é um livro que critica a nossa sociedade, o nosso jeito de lidar com as coisas. Mas também têm referências literárias e musicais, que acabam tornando a história leve e até engraçada.
Agora, indo para a parte das críticas, porque nem só de rosas viveremos: esse livro é uma verdadeira metáfora sobre viver, as coisas vão acontecendo lentamente de forma a te fazer entender que você está fazendo tudo errado, mas quando chega no final, as coisas acontecem tão rápido, num momento você é necessário e no outro já se pula um ano e está tudo bem, não precisam mais de você. Esse final ser tão rápido e até um pouco superficial demais, em comparação com o restante do livro, me deixou com um nó de frustração na garganta.
-
SOBRE A EDIÇÃO:  Esse é um daqueles livros que já começam te fisgando pela capa, olhem só esse fofura!!! Eu recebi o ebook faltando algumas partes, acho que algumas páginas até, além disso a minha única reclamação é: a diagramação não é legal, lembram daquele livro que eu disse que alguns capítulos começavam no meio da página, outros no começo e por aí vai a bagunça? Esse também é assim! Ah, as fotos dessa resenha são da capa antiga, agora a capa é preta com branco (e eu prefiro essa antiga mesmo).
De qualquer forma, a história que ACQADQM tem pra contar, faz com que ele seja um livro lindo por dentro e por fora, e eu teria muito orgulho de exibir ele na minha estante, pena que ainda não está disponível em físico.
-
ISBN B01MSNT0GM EDITORA  Amazon Kindle PÁGINAS 243
CAPA 1,0 REVISÃO 0,8 DIAGRAMAÇÃO 0,2 CONTEÚDO 1,0 GOSTO PESSOAL 1,0 TOTAL 4,0


As Coisas que Aprendi Depois que Morri na Amazon

Um comentário :

  1. Clube dos que demoram, mas sempre chegam, se apresentando!
    Amorzão, eu te falei, mas vou repetir: eu AMEI a sua resenha. Ela é tão linda e profunda e com certeza demonstra um pedaço de ti. E tu é linda. Essas fotos estão lindas, de um contraste único. E sempre: muito, muito, MUITO obrigada por essas palavras. Eu nunca vou me esquecer, e tu sempre pode contar comigo. Você foi uma ótima amiga imaginária, obrigada por me acompanhar nessa viagem.
    Com muito amor, Tori.

    ResponderExcluir