MEU NOME É MERIAM

30.5.17
Esse livro conta a história de uma mulher. Uma mulher grávida. Que foi presa e condenada a morte por sua religião, e não, ela não era uma bruxa da idade média condenada a ser queimada na fogueira (o que também é problemático) ou algo assim. Meriam foi condenada a morte por ser cristã.

Esse livro é uma coisa que olha... mas pera lá, que eu vou começar do começo. Quando Meriam tinha seis anos, ela e a mãe foram abandonadas pelo pai, até aí "tudo bem", a questão é que ela não lembrava nada dele, não sabia que ele tinha outra família nem que ainda morava no mesmo país. E eis que mais de uma década depois, quando ela já estava casada, tinha um filho e prestes a dar luz a outro neném, surge um meio-irmão não sei de que buraco e denuncia ela por apostasia, um crime de renúncia de fé/abandono de religião.
Ela foi presa mesmo estando grávida e o filho dela, de um aninho, teve que ir junto pra prisão por motivos de: o marido dela também é cristão, então o casamento não era reconhecido pela lei. Quatro meses depois veio a sentença: ou ela leva cem chibatadas e é enforcada ou se converte ao islamismo pra ter a denuncia retirada. Ela não se converte. Meriam não nega sua religião. Não importa se ela podia morrer ou se estava presa junto com o filho em uma situação desumana, o que importa é que ela se mantêm fiel à sua religião, foi essa a parte que mais chocou algumas pessoas.
Nesse momento as mobilizações já tinha começado, o caso dela já estava sendo noticiado em jornais, em revistas, em tudo quanto é lugar, com a esperança de que o juiz não levasse as acusações adiante e liberasse ela. E foi depois do pronunciamento da sentença, que a autora do livro, Antonella Napoli, relançou a campanha de solidariedade que ela estava articulando por Meriam. Houve uma petição com coletas de assinaturas e daí entraram com um recurso, até porque o juiz tinha infringido a lei de liberdade ao culto. 
Depois disso muita coisa aconteceu: o irmão dela entrevista, descobriram que ele fez isso por interesses financeiros,  depois de muito mais coisas a decisão acusatória foi anulada e depois de mais coisa ainda, ela e a família conseguiram sair do Sudão. 
Todo mundo sabe que isso não é uma ficção, e quem dera fosse né? Esse livro pode te revoltar, pode te fazer chorar e detonar o seu emocional se você for muito sensível, então sendo  bem sincera com vocês: se tiverem curiosidade, leiam; se tiverem interesses humanitários, leiam; se quiserem ver o tamanho da fé das pessoas, leiam; mas não acho esse seja o tipo de livro que caiba em ler por diversão e passatempo. 
SOBRE A EDIÇÃO
Gente, esse livro é tão pequenininho, não só em questão de quantidade de folhas, mas em formato, chega ser quase um livro de bolso. O problema é que as letras são miúdas e eu sou míope, então eu ficaria mais contente se a letra fosse ampliada e o livro feito em tamanho padrão, pra ficar proporcional. E as folhas são brancas, o que acaba dando reflexo, mas a gente já se acostumou né? Quer dizer, prefiro as amareladinhas, mas não tu, vai tu mesmo.
Ainda estou em dúvida se a capa é bonita ou feia, porque tem haver com o tema, mas não chama atenção, sabe? Isso poderia ser melhorado então. 
Tirando essas observações, só posso dizer que é uma história incrível e que Meriam é um exemplo de fé, e de outras coisas, a ser seguido.  

ISBN 9788535641950 EDITORA PAULINAS PÁGINAS 160
CAPA ½ REVISÃO  DIAGRAMAÇÃO ½ CONTEÚDO  GOSTO PESSOAL  TOTAL 
Meu nome é Meriam na Editora Paulinas

Um comentário on "MEU NOME É MERIAM"
  1. Olaa! Tudo bem?
    Realmente a capa não chama a minha atenção e talvez eu também e incomodasse com as letras miúdas e folhas brancas... mas a história me interessou demais!! Deve ser meio pesado, eu acho.. mas me admirei com essa história dela se manter fiel à religião e quero saber mais!!
    Adorei a resenha!!
    Beeijo

    https://lecaferouge.blogspot.com.br/

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